segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
A MEDICINA NAS AMÉRICAS PRÉ-COLOMBIANAS (pdf 5ª AULA temática 2013-2014)
https://dl.dropboxusercontent.com/u/4746082/Escul%C3%A1pio/Hist%C3%B3ria%20da%20Medicina%202013-14/5%C2%AA%20AULA%202013-14%20-%20Medicina%20nas%20Am%C3%A9ricas%20Pr%C3%A9-colombianas.pdf
A Era Pré-colombiana abrange o período entre a fixação
do Homo sapiens sapiens no continente Americano, durante o Paleolítico Superior
(em data imprecisa, entre 40 000-13 000 antes), e o início da colonização
Europeia, em finais do século XV. Durante milénios floresceram no continente
Americano, sobretudo na Mesoamérica , muitas civilizações, algumas extintas,
que deixaram marcas em povoações permanentes e cidades, obras arquitectónicas
monumentais, agricultura desenvolvida, cultura diversificada, organização
social e formas de governo complexas, sistemas de escrita, conhecimento da
matemática e de outras ciências, em que se incluía a medicina. Entre outras
sobressaíram as civilizações Maia (a mais duradoura0) e a Azteca. Na América do
sul destacou-se a civilização Inca.
Os Maias, assim como os Aztecas e outros povos do
continente americano, acreditavam que a Terra havia sido habitada, antes do
homem, por gigantes ou deuses que se sacrificaram para segurar o sol no
firmamento. Com esta justificação, o homem teria de ser sacrificado de modo a
que o seu sangue continuasse aquele objectivo. Esta crença justificaria as cerimónias
sanguinárias que caracterizaram aquelas civilizações, bem como a indiferença
perante a morte, por acreditarem no renascimento. Foram
construídos altares de sacrifício em múltiplos lugares, onde os sacerdotes se
azafamavam em obter sangue e corações ainda palpitantes de humano Os povos
Pré-Colombianos, tal como as sociedades primitivas, recorriam à religião, magia
e empirismo para combaterem as doenças.
Segundo os preceitos religiosos daquelas épocas, em
que toda a vivência humana era regida por forças sobrenaturais, as doenças
resultavam de desequilíbrios entre forças positivas (ou favoráveis) e negativas
(ou desfavoráveis) impostas por alguns deuses, enquanto outros as podiam
impedir. A resolução da doença dependia da identificação da força responsável,
a ser expelida ou apaziguada. A magia, associada a danças, oferendas e
cânticos, era utilizada para curar muitas doenças atribuídas a encantamentos e
feitiçarias lançadas por inimigos. Em lugar secundário intervinha a ciência
empírica, através do recurso a plantas, minerais e outros procedimentos que
exibiam poderes curativos, tais como clisteres, sangrias e emplastros. Conceptualmente, a medicina era uma mistura de corpo, mente, religião,
ritualismo e ciência.
Os Maias atribuíam as doenças à
captura da alma do doente por determinado ser sobrenatural, irritado com
presumível mau comportamento ou ofensa daquele. A cura exigia que a falta fosse
reparada rapidamente através de rituais específicos de limpeza (jejum, sudação
ou simulando a extracção de substâncias do corpo doente) e da utilização de um
remédio de ervas (por meio de massagem, ingestão, clister, fumado ou aspirado),
de modo acalmar ou satisfazer a divindade ofendida. Estas tarefas eram exercidas
por indivíduos seleccionados que herdavam a posição e, depois, eram sujeitos a
preparação cuidada, de modo a actuarem em dois mundos, o espiritual e o físico,
como sacerdotes Recorriam à colaboração de indivíduos que não faziam parte da
casta, os hechiceros, para a execução tarefas auxiliares e cirúrgicas.
Os Aztecas também atribuíam as
doenças a castigos dos deuses ou a provocações de inimigos; só como última
hipótese teriam causa natural. Cada doença era atribuída a uma divindade
específica, pelo que o tratamento teria de atender a esta particularidade. A
profissão médica era, também entre os Aztecas, uma confraria hereditária,
cabendo ao pai a preparação do filho, ainda que este estivesse impedido de
exercer enquanto o progenitor estivesse vivo. O curandeiro médico (ticitl)
podia ser homem ou mulher e, em qualquer dos casos, o prestígio social que
usufruíam era equivalente ao dos artesãos. O ticitl, além de exercer a prática
médica, era também o feiticeiro que augurava o futuro pela interpretação de
horóscopos. Uma característica da medicina Azteca advinha de ser exercida por
especialistas: os ticitl conhecedores de doenças próprias em dada localidade,
tratavam com ervas, manipulação externa e acompanhamento por gestos e
invocações; os nahualli, administravam substâncias secretas, actuavam com
horóscopos, predições e actos religiosos. Acresciam outros profissionais com
actividade mais específica: cirurgiões (tetecqui), sangradores (tezoc),
parteiras (tlamatqui) e boticários (papiani), além dos responsáveis por partos,
tratamento de fracturas ou dos dentes.
No Império Inca , as doenças
resultavam, igualmente, de punições pelos deuses ou de magias malignas. Em
qualquer dos casos, a resolução da doença dependia da identificação da força
responsável, a ser expelida ou apaziguada por intermédio de um curandeiro ou
mágico. havia três principais tipos de curandeiros. O primeiro, designado por
watukk, tinha por função descobrir a origem da doença e estabelecer os efeitos
produzidos a nível somático, emocional e patológico. O segundo tipo, hanpeq,
tratava as doenças com misturas de ervas e minerais, e continuava a seguir
atentamente o doente depois do tratamento. O terceiro, remunerado, tratava a alma,
que se pensava estar localizada no coração, enquanto a saúde do espírito
residiria no interior do corpo. Havia ainda outros auxiliares: os sancoyoc
tratavam de fracturas, abcessos e tiravam dentes, os hampi camayoc zelavam pelo
depósito de remédios autorizados, e os collahuaya forneciam plantas medicinais
e amuletos da sorte. No conjunto, não dispensavam alguns rituais, tais como
palavras e gestos mágicos, sacrifícios, encantamentos ou adivinhar a sorte. A
aprendizagem da arte de curar passava de pai para filho, sendo completada pela
frequência de uma escola em Cuzco, onde os alunos eram instruídos a reconhecer
e a tratar doenças, esperando-os depois longos anos de prática até serem
profissionalmente reconhecidos. Porém, estes profissionais intervinham
sobretudo junto da corte e de outras individualidades, enquanto população
vulgar procurava tratar-se por si, já que conhecia também a medicação mais
usada e o modo de a aplicar.
Os povos Pré-Colombianos, tal como as sociedades
primitivas, recorriam prioritariamente à religião e ao panteão dos deuses, à
magia e ao empirismo para combaterem as doenças. Em lugar secundário intervinha
a ciência empírica, através do recurso a plantas, minerais e outros
procedimentos que exibiam poderes curativos, tais como clisteres, sangrias,
purgas e emplastros. Acreditavam que a magia, associada a danças, oferendas
e cânticos, contribuiria para curar doenças resultantes de encantamentos e
feitiçarias lançadas por inimigos. Entre os povos das culturas
Pré-colombianas, os remédios feitos de ervas de milhares de espécies
constituíam a base do tratamento médico, sob a forma de chás, pomadas e banhos.
No entanto, estas técnicas serviam somente para tratar os sintomas, pois que as
causas, atribuídas a espíritos malignos, teriam de ser eliminadas pelos rituais
próprios já citados.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
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